Os deputados estaduais aprovaram por unanimidade na sessão dessa quarta-feira, dia 5, a proposta que reconhece as atividades dos setores de feiras e eventos como essenciais em Santa Catarina mesmo em períodos de pandemia, epidemia, calamidade e emergência. A medida consta no Projeto de Lei (PL) 316/2020, de autoria do deputado Jessé Lopes (PSL).

“É hora de começarmos a olhar para esse setor que foi um dos mais prejudicados durante a pandemia. Estão sendo liberados casamentos, aniversários. Qual a diferença para as feiras e eventos?”, afirmou o autor.

Segundo ele, mais de 400 empregos diretos e indiretos já foram fechados em função da pandemia. O PL determina que a Secretaria de Estado da Saúde estabeleça as medidas sanitárias necessárias, com ocupação mínima de 50% dos espaços onde os eventos serão realizados.

A proposta recebeu o apoio dos deputados Mauricio Eskudlark (PL) e Bruno Souza (Novo). “O grande problema são os eventos clandestinos. Os que são autorizados não causam nenhum tipo de risco porque são observadas as orientações legais”, afirmou Eskudlark.

As pedras decorativas ganham destaque em qualquer ambiente. Além de oferecer a combinação entre estética sofisticada e durabilidade, os revestimentos em pedra não demandam manutenção. Versáteis, elas se encaixam em todos os estilos decorativos e atendem a diversas necessidades.

Passando da área externa para a interna da casa, as pedras são cada vez mais utilizadas para decorar paredes. O visual rústico, remetendo à natureza, contrasta com elementos modernos e sofisticados, gerando ambientes confortáveis e muito interessantes.

Seu uso é versátil e permite que seja aplicada tanto em espaços mais tradicionais, como em contemporâneos. Por isso, pode ser usada em salas, lavabos, banheiros, quartos, cozinhas, adegas e varandas, proporcionando um aspecto robusto e sólido ao ambiente.

Em 2020 Criciúma ganhou um espaço dedicado exclusivamente a este revestimento que vem ganhando cada vez mais o gosto do consumidor.

O primeiro showroom de pedras exóticas e de alta qualidade é um espaço pensado pela JM Comércio de Pedras, para o cliente conhecer todos os estilos com apoio técnico necessário.

A escolha da cor, do tamanho e do tipo de pedra irá depender do gosto pessoal, do local onde será colocada, do estilo da decoração e do efeito desejado. O ideal é solicitar a orientação de um profissional, assim será mais fácil estudar o ambiente e usar o material na medida certa.

A JM Comércio de Pedras é um completo distribuidor, especializado na venda das melhores e mais exóticas pedras, com quase 8 anos de experiência no segmento e que estará expondo pela primeira vez na Feira CasaPronta Criciúma, que ocorrerá durante os dias 06 a 10 de outubro no Centro de Eventos José Ijair Conti.

Mesmo com a economia do país e do mundo impactada pela pandemia, nem todos os setores estão em crise. O da construção civil, por exemplo, manteve seu funcionamento durante o período de isolamento social.

Em 2020, o Brasil apresentou um saldo positivo de emprego no setor da Construção Civil na ordem de 108.517 novos postos de trabalho.

Analisando o setor e o seu mercado podemos verificar vários fatores atuando em conjunto e que levaram a este bom desempenho.

Um deles está relacionado ao perfil do consumidor. Com o isolamento social e o trabalho em home office, muitas pessoas voltaram seu olhar para o ambiente em que moram, buscando por reformas e a substituição do imóvel atual por um maior, com mais espaço e conforto. Esse comportamento aqueceu e impulsionou a venda de novos imóveis.

Outro fator está relacionado à taxa selic baixa. Em 2020 a taxa selic estava em torno de 2% a.a. e agora, em março de 2021, teve uma elevação para 2,75% a.a. Mesmo com o aumento, a taxa é considerada baixa e isto reduz o custo dos financiamentos imobiliários, os tornando mais atrativos à população.

“No início da pandemia ficamos com receio das vendas diminuírem, mas com o passar do tempo às vendas foram aumentando e nos surpreenderam positivamente. Com a redução das taxas de juro dos bancos os clientes tiveram um incentivo para a compra de imóveis”, relata Marcelo Serafim Farias, gerente comercial da Construfase.

A Construfase atua há mais de duas décadas no ramo construtivo iniciando com construção de casas, pequenos edifícios residenciais, obras públicas e elaboração de projetos.

Com o decorrer dos anos a empresa ampliou seu leque de produtos e hoje atua com incorporação e construção de edifícios, construção de casas, salas comerciais, prédios residenciais e escritórios, pavilhões industriais, construção e reforma de hospitais e clínicas, além de obras públicas.

Perguntamos ao Marcelo, qual a perspectiva de mercado para a construção civil na visão da Construfase para os próximos meses: “ A perspectiva para o ano de 2021 é muito positiva, o mercado imobiliário está bastante aquecido. Temos 4 lançamentos ainda para o ano de 2021 e continuaremos entregando apartamentos com alta qualidade para todo o sul de SC”, informa o gerente comercial.

A LG anunciou nesta segunda (26) a chegada do Styler, primeiro armário inteligente à venda no Brasil. O produto chega por aqui oferecendo recursos de higienização, eliminação de odores das roupas, além de prometer o combate a bactérias e agentes alérgicos usando vapor. O closet também promete eliminar amassados e permitir gerenciamento remoto via Wi-Fi, em proposta semelhante à do AirDresser, da rival Samsung, que ainda não chegou ao mercado brasileiro.

O Styler chega ao Brasil em duas versões e fica disponível para comprar em lojas selecionadas. O modelo com acabamento em branco é mais barato e sai pelo valor sugerido de R$ 17.999, enquanto a unidade espelhada é mais cara, custando R$ 19.999.

O armário inteligente funciona por meio da plataforma ThinQ, da própria LG, permitindo inclusive o gerenciamento remoto do aparelho. A empresa destaca ainda que o consumidor poderá baixar ciclos diferentes de limpeza para o Styler, como "pronto para sair", "uniformes", "lenços e cachecóis" e "modo silencioso". Existe até a função "Night Care" que promete ser ideal para dias frios, mantendo as roupas aquecidas até a retirada do aparelho.

O grande diferencial do Styler, e que o coloca em paridade com o rival AirDresser, da Samsung, é a habilidade de higienizar as roupas e mantê-las limpas. Isso é possível pela presença do TrueStream, uma tecnologia da LG que usa vapor para limpar os itens armazenados no closet. O recurso funciona combinando ciclos de higienização e desodorização capazes de eliminar até 99,9% das bactérias e alérgenos, segundo a fabricante.

No interior do armário há um sistema que rotaciona as roupas em até 180 vezes por minuto, garantindo assim que todas tenham o mesmo nível de contato com o vapor responsável pela limpeza e pela eliminação de amassados. Há ainda um espaço reservado para calças, em que o usuário pode armazenar as peças com garantia de que elas conservarão dobras e vincos precisos.

Por: Filipe Garrett, para o TechTudo

O Ministério de Minas e Energia prevê começar a partir de junho avaliações sobre proposta inicial de mudanças necessárias para a viabilização de uma futura expansão do chamado mercado livre de eletricidade, disse hoje (26) a secretária-executiva da pasta, Marisete Pereira.

Essas análises farão parte de um plano de modernização da legislação e da regulação do setor elétrico conduzido pelo governo e que já tem sido discutido com o Congresso por meio de um projeto de lei hoje em tramitação na Câmara, explicou ela, ao participar de evento promovido pelo Canal Energia.

No mercado livre, empresas com maior demanda, como indústrias, podem negociar diretamente o suprimento de energia e preços junto aos fornecedores, como geradores e comercializadoras de eletricidade.

O plano de reforma prevê reduzir gradualmente exigências para que consumidores atuem nesse segmento, visando uma abertura total do mercado livre que ao final permitiria que até consumidores residenciais operem no setor.

Marisete disse que o ministério deve receber em junho um estudo preliminar da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) com proposta de um “passo a passo” para essa abertura de mercado.

Segundo ela, a transição para um mercado totalmente livre precisaria levar em consideração possíveis riscos às finanças das empresas de distribuição, uma vez que estas compram energia em contratos de longo prazo para atender seus clientes.

Uma eventual migração em massa de consumidores para o mercado livre após a reforma poderia assim deixar as distribuidoras com excesso de energia contratada frente à demanda.

“Obviamente, é um grande desafio, porque essa abertura de mercado tem que ser olhada à luz do segmento de distribuição, da sustentabilidade do segmento de distribuição”, disse Marisete.

Mais cedo, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, defendeu as ações em curso para modernização do setor elétrico e disse que o governo está empenhado em aprovar o projeto de lei de reforma regulatória hoje em tramitação no Congresso.

“Com a aprovação do marco legal caminharemos para um setor com maior competitividade, mais eficiente e com melhor alocação de custos”, defendeu ele, ao discursar na abertura do evento.

Enquanto o projeto de modernização do setor de energia é avaliado por parlamentares, o governo tem avançado com algumas ações permitidas por mudanças legislativas trazidas pela medida provisória 998/2020, já transformada em lei, disse a secretária-executiva.

Ela citou como exemplo a realização de um novo tipo de leilão de energia, voltado à contratação de usinas que operarão como reserva de capacidade.

“Esse leilão está planejado para que a gente realize entre novembro e dezembro de 2021”, afirmou.

Segundo ela, o novo formato dessa licitação é importante porque promoverá uma divisão de custos das usinas contratadas tanto entre clientes atendidos por distribuidoras, chamados de consumidores regulados, quanto consumidores livres.

“Fazer esse leilão é fazer com que todos paguem pela segurança (de suprimento de energia), porque nos últimos 15 anos quem pagou pela segurança do sistema foi o consumidor regulado, e por isso também que temos uma grande migração para o mercado livre”, explicou ela.

Sem urgência

A secretária do Ministério de Minas e Energia disse ainda que o governo não vê necessidade de medidas emergenciais para o setor elétrico no momento, mesmo com o recrudescimento da pandemia e expectativas de forte alta nas tarifas em 2021.

Em 2020, o governo editou duas medidas provisórias com ações de apoio a elétricas e aos consumidores de energia em meio à pandemia. As MPs permitiram a viabilização de empréstimos junto a bancos para apoiar o caixa de distribuidoras devido aos impactos da crise do coronavírus e ainda ajudaram a conter aumentos nas tarifas no ano passado.

“Entendo nesse momento não ser necessária nenhuma medida emergencial”, afirmou Marisete.

Ela ainda aproveitou para elogiar medidas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na semana passada, que segundo o órgão regulador evitarão um salto médio de quase 20% nas tarifas de energia em 2021.

“Foi um esforço muito grande em fazer com que os reajustes a serem praticados agora… ficassem menores que duas casas decimais”, disse a secretária, ao pontuar que houve um trabalho conjunto do ministério com a agência reguladora nesse sentido.

Fonte: Forbes

Foto: David Silverman

Foto: Purdue University/ Jared Pike

Cientistas norte-americanos desenvolveram uma tinta "ultrabranca" que, segundo eles, pode dispensar a necessidade do ar-condicionado e até mesmo reduzir as emissões de carbono, se usada em grande escala.

A tinta, desenvolvida por engenheiros da Purdue University em Indiana nos EUA, é capaz de refletir até 98,1% da luz solar. Os índices lhe dão a capacidade de resfriar edifícios, de acordo com comunicado enviado à imprensa.

Ao contrário da tinta tradicional, a tinta "ultrabranca" é feita com um composto químico chamado sulfato de bário, que também é usado na produção de cosméticos e de papel fotográfico. As partículas de sulfato de bário são compostas de tamanhos variados, que "espalham" os raios solares e podem até mesmo resfriar as superfícies imediatas ao redor.

A tinta branca é usada há séculos em lugares com temperaturas mais elevadas para resfriar edifícios do calor, mas esta nova fórmula especificamente, segundo os pesquisadores, absorve menos luz solar e, portanto, menos calor.

Enquanto a tinta normal absorve entre 10% e 20% da luz solar, a nova tinta absorve apenas 1,9% - quantidade pequena o suficiente para permitir que um edifício perca calor em geral, segundo disseram.

"Se você usar essa tinta para cobrir uma área de telhado de cerca de 300 metros quadrados, estimamos que você poderia obter uma potência de resfriamento de 10 quilowatts. Isso é mais poderoso do que os condicionadores de ar centrais usados ??pela maioria das casas", disse o pesquisador-chefe Xiulin Ruan, professor de engenharia mecânica em Purdue.

Pesquisadores disseram que a nova tinta branca é tão branca que equivale ao preto mais preto, o "Vantablack", que absorve até 99,9% da luz visível. É o "mais frio já registrado", afirmaram, capaz de manter as superfícies 7ºC mais frias do que outros ambientes à noite e 13ºC mais fria durante a luz solar forte.

Lukas Schertel, um especialista em dispersão de luz da Universidade de Cambridge que não esteve envolvido na pesquisa, disse à CNN que as descobertas foram potencialmente emocionantes e que a tinta, se usada em escala industrial, pode ter um impacto positivo no clima reduzindo o consumo de energia.

Ele disse que a pesquisa com tintas de resfriamento ganhou força nos últimos anos e se forem aplicadas em escala industrial, incluindo geradores e outras máquinas que irradiam calor, elas, em teoria, "podem ter um impacto global na eficiência energética".

“O desafio seria encorajar a aceitação comercial”, disse. Para isso, a fabricação da tinta precisaria ser escalonável e acessível. Segundo Schertel, os materiais usados na fórmula já estão "amplamente disponíveis", mas algum fabricante "precisaria torná-la econômica".

Fonte: CNN Brasil

Em uma casa, a madeira é sempre bem-vinda, além de trazer sensações de conforto e aconchego para o ambiente, ela deixa o espaço muito mais sofisticado. A madeira combina com diversos estilos de decoração e tem variadas funções. Ela pode tanto estar presente em suas características naturais ou em formas industrializadas.

Os vários tipos de madeira apresentam diferenças em suas cores, texturas, resistência e durabilidade. Por isso, podem ser empregados em diversos elementos em uma casa de acordo com as suas especificidades. Além disso, sua aparência se destaca nos espaços com exuberante beleza. É amplamente utilizada na construção e para a fabricação de móveis elegantes e duráveis.

A Woods Marcenaria Design, apresentará na Feira CasaPronta Criciúma,  móveis que são moldados pela própria natureza através do tempo, deixando o formato do tronco e suas bordas em evidência.

Renato Querino, proprietário da Woods, relata o cuidado que a empresa tem ao buscar trabalhar com madeiras com certificação ambiental, onde garante a origem e o manejo ambiental correto de extração.

O perfil dos clientes que buscam este tipo de móvel, segundo Renato, são pessoas que procuram por produtos atemporais, que precisam de peças feitas sob medida, para atender suas necessidades, para dar um destaque ainda maior ao seu ambiente de trabalho ou residencial, que presam pelo manejo sustentável, e que não agridem o meio ambiente.

Você sabe o que é um loteamento irregular? Sabe como solucionar este problema?

 

O crescimento desordenado das cidades impacta em vários aspectos a vida da população, por exemplo: trânsito e transporte coletivo, sistema de saúde pública, sistema educacional, segurança pública, políticas abastecimento de água, esgotamento sanitário, coleta de lixo, controle de zoonoses, definições de prioridades de obras e garantia de infraestrutura básica, arrecadação de tributos, entre outros.

Diante disto, é imprescindível que o poder público tenha total controle sobre o crescimento da cidade, visando garantir a manutenção destes aspectos para a população em geral, demonstrando a necessidade da devida regularização de possíveis áreas parceladas irregularmente.

Os loteamentos irregulares são aqueles que possuem algum tipo de registro no município. O responsável pode ter feito uma consulta prévia ou ter dado entrada com parte da documentação, mas não chegou a aprovar o projeto.

Tudo leva a crer que o alto custo com os procedimentos de formalização dos loteamentos, a necessidade de investimentos e infraestrutura são fatores que podem ser considerados responsáveis pela não regularização de muitos empreendimentos.

E quais os riscos de comprar um terreno em um loteamento ilegal? O maior risco é que o adquirente terá a posse, mas não conseguirá registrar seu lote, não sendo proprietário efetivamente daquilo que pagou. E, como não há fiscalização do poder público, é possível que não haja no lote a infraestrutura básica como água, energia elétrica, iluminação pública, rede de esgoto, etc.

Buscamos orientação com a Frigo Engenharia, empresa expositora da Feira CasaPronta, para entender melhor, como devem ser os procedimentos para regularização de áreas loteadas.

O Engenheiro Gilvan Frigo esclarece, que o trabalho inicia primeiramente com uma análise preliminar da documentação apresentada pelo cliente, definindo os procedimentos adequados, elaborando todas as documentações exigidas pelos órgãos competentes como a prefeitura, fundação do meio ambiente, cartórios e registro de imóveis.

Relata ainda, que através da legislação mais recente tornou-se um procedimento administrativo, com objetivos de desburocratizar, simplificar os projetos de regularização fundiária urbana. É necessário buscar uma equipe técnica multidisciplinar afim de garantir o desenvolvimento das melhores soluções de habitabilidade no meio.

Busque sempre por profissionais para regularizar seu loteamento, ou ainda, seu terreno comprado sem as devidas autorizações.

O Governo de Criciúma, por meio do Plano de Desenvolvimento Econômico (Pedem), garantiu mais um avanço para o fim da burocratização no poder público. Em reunião com a Caixa Econômica Federal, definiu para fins de licenciamento, conforme a lei 7.609, a dispensa de aprovação de projeto arquitetônico pela prefeitura municipal em alguns casos. O documento, no entanto, ainda precisa ser entregue à instituição financeira, porém sem aprovação da administração pública.

“A medida vai diminuir o tempo de emissão da licença de construção, porque antes todo projeto arquitetônico era analisado pela prefeitura e só depois encaminhado para a Caixa. Agora, a população apresenta diretamente na instituição, juntamente com o alvará de licença de construção”, comentou a analista de projetos da Prefeitura de Criciúma, Lara Thomaz da Silva.

A mudança é válida para construções de madeiras até 80 m², mistas (madeira e alvenaria) até 70 m² e de alvenaria, metálicas ou outros materiais com até 60 m², desde que atendam as normas técnicas vigentes. Todas também precisam ser para fim residencial unifamiliar.

Atenção

Embora a lei dispense a aprovação de projeto arquitetônico pelo município, o alvará de licença de construção continua sendo obrigatório.

Pedem

No mês passado, em reunião idealizada pelo Pedem, representantes do Centro de Planejamento Urbano e da Caixa alinharam e acordaram sobre a mudança. O setor de Habitação da instituição já se adequou e está pronto para atender sob a nova tramitação. “Foi mais uma conquista que conseguimos com o Pedem. Identificamos uma necessidade da construção civil e a solucionamos”, disse o gerente de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Edson Silva.

A Caixa Econômica Federal começou a operar esta semana (01.03), uma nova modalidade de financiamento imobiliário corrigido pelo rendimento da poupança, mais uma taxa fixa que varia de 3,35% a 3,99% ao ano (a depender do perfil do cliente), mais a Taxa Referencial (TR), que hoje está zerada. A contratação da nova linha de crédito pode ser feita para compra de imóveis novos e usados, construção e reforma.

Vale lembrar que sempre que a Selic é igual ou inferior a 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é equivalente a 70% da Selic mais a variação da Taxa Referencial (TR), atualmente zerada.

Ou seja, com o patamar atual da taxa básica de juros, de 2% ao ano, o rendimento da caderneta está em 1,4% ao ano. Mas se a Selic estivesse acima de 8,5% ao ano, a remuneração passaria a ser de 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a variação da TR.

Portanto, hoje o cliente pagaria uma taxa que pode partir de 4,75% (3,35% mais 1,4%) ao ano na nova modalidade de crédito anunciada pela Caixa. E o produto tem uma trava de 10,16% ao ano, ou seja, o valor máximo – de 3,99% mais o rendimento de 6,17% -, que a poupança pode alcançar em um cenário de alta da Selic.

Hoje o banco conta outras três opções além dessa nova: o financiamento corrigido pela Taxa Referencial (hoje zerada) mais uma taxa fixa, que parte de 6,25% a.a.; a opção com correção pelo IPCA mais uma taxa fixa que parte de 2,95% a.a.; e uma terceira alternativa que possui uma taxa fixa que parte de 8% a.a.

A Caixa é o segundo grande banco a anunciar a modalidade corrigida pela poupança. Em setembro do ano passado, o Itaú apresentou uma opção nesse formato para pessoas físicas (após lançar em abril a opção indexada à poupança para incorporadoras).

Pedro Guimarães, presidente da Caixa, disse que a nova linha chega após um recorde de financiamentos imobiliários em 2020 entre clientes de média renda. “Foi um ano histórico. Foram R$ 53,7 bilhões em volume financeiro financiado na Caixa para o segmento de renda média utilizando os recursos da poupança. Isso representa um crescimento de 101,7% em relação a 2019. Nós temos 43,3% de market share desse segmento no mercado”, disse o executivo em coletiva online realizada na tarde desta quarta-feira (25).

Além disso, segundos dados compilados até o 3° trimestre de 2020, o banco acumula um saldo de R$ 387,6 bilhões na poupança, valor superior aos principais concorrentes.

Como vai funcionar?

Os interessados poderão financiar até 80% do valor do imóvel (com entrada mínima, portanto, de 20%), em um prazo de até 35 anos. O crédito usa o Sistema de Amortização Constante (SAC), cujas parcelas vão diminuindo com o passar do tempo, e também há opção de usar o modelo Price, cujas parcelas são fixas.

Não só correntistas da Caixa, como também clientes de financiamento imobiliário de outros bancos terão acesso à modalidade. O banco federal vai aceitar a portabilidade de crédito para a nova modalidade de crédito (saiba mais sobre a portabilidade aqui). “Se o cliente tiver o crédito imobiliário em outro banco, receberemos o financiamento”, ressaltou Guimarães.